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Para o dono

Menores de idade: faixas etárias e acesso do responsável

Até que idade o aluno não tem login próprio, quando o responsável assina no lugar dele e o que muda no balcão quando a matrícula é de uma criança.

7 min de leituraAtualizado em

Se a sua academia tem turma infantil, você já esbarrou nisso: uma criança de dez anos não tem e-mail, não tem celular e não pode assinar contrato. Durante um tempo o Fitnos não tinha resposta pra ela — e agora tem, na forma de três faixas etárias e de um acesso próprio pro responsável.

No painel
A configuração das faixas fica em Operação, junto das outras regras de como a academia roda.

As três faixas

A data de nascimento do aluno decide em qual faixa ele cai, e a faixa decide como ele entra no app. Você configura só a primeira fronteira; as outras duas saem dela.

  1. Faixa infantil — padrão: até 10 anos

    Não tem login próprio, não precisa de e-mail e o CPF é opcional no cadastro. Quem instala o app, agenda o horário, acompanha a frequência e assina o contrato é o responsável.

  2. Faixa juvenil — de 11 a 17 anos

    Cadastro normal, com login próprio — mas o acesso só é liberado depois que o responsável assina o contrato no app dele. O responsável continua enxergando tudo em paralelo.

  3. Adulto — 18 anos ou mais

    O fluxo de sempre, sem nenhuma mudança. Adulto não tem responsável, e ninguém age por ele.

O mesmo aluno, ao longo dos anos
As três faixas na ordem da idade, com o que muda no acesso ao app em cada uma. Só a primeira fronteira é configurável.

Faixa etária e responsável obrigatório são duas coisas diferentes

A faixa é sua e move a fronteira do acesso ao app. O responsável obrigatório é lei: todo aluno menor de 18 precisa de um cadastrado, independente de onde você colocou as faixas. Um aluno de 17 tem login próprio e tem responsável — as duas coisas ao mesmo tempo.

Mexer na fronteira

O único campo editável é a idade máxima da faixa infantil. Baixando pra 8, crianças de 9 e 10 passam a ter login próprio; subindo pra 12, elas deixam de ter.

O teto de 12 anos não é escolha nossa

A LGPD separa criança de adolescente aos 12, e abaixo disso o tratamento de dado exige consentimento específico e destacado do responsável. Por isso o campo não aceita mais que 12 — e a trava está no banco, não só na tela.

O limite de 17 não é configurável

A maioridade é definida por lei, não por academia. É por isso que só a primeira fronteira tem campo.

Mudar a config não recolhe acesso que já foi dado

Subir a faixa infantil de 10 pra 12 não desliga a conta do aluno de 11 que já está usando o app. A regra é deliberada: a faixa vale pra cadastro novo e pra liberação nova, e acesso concedido só sai por ato manual. Tirar o app da mão de um adolescente sem ninguém decidir isso seria pior que o problema que a config resolve.

Como o responsável entra

O responsável não é mais uma ficha de papel no cadastro do aluno: ele tem acesso próprio, com login dele. Na ficha do aluno menor existe um botão separado do de ativar o aplicativo — o de ativar o acesso do responsável, que gera um código próprio.

Ele instala o app, toca em "Ativar acesso do responsável" na tela de entrada e informa o código. Daí em diante usa o app normal, com um seletor pra escolher de qual dependente está cuidando.

Pai que também treina não vira duas contas

Se o responsável já é aluno da casa, é a mesma conta nos dois papéis — ele alterna entre o próprio treino e o do filho sem sair e entrar de novo. Não existe cadastro duplicado nem segundo e-mail.

A assinatura por procuração

Menor de 16 é absolutamente incapaz: o aceite dele num contrato não vale. Por isso o contrato de quem é menor aparece pro responsável assinar, em nome do dependente — e fica registrado que foi ele quem assinou.

É essa assinatura que libera o app do adolescente

Enquanto o responsável não assinar, o painel recusa gerar o código de ativação do aluno da faixa juvenil, com essa mensagem na tela. A ordem é: ativar o responsável, ele assina, e só então o aluno ganha o código dele. Na faixa infantil o código nem existe — não há login pra ativar.

Renovação não tira o acesso do menor

O contrato continua sendo reassinado a cada venda, por proteção jurídica da academia. Mas isso nunca funciona como catraca: o adolescente que já teve o acesso liberado não é bloqueado porque a renovação ainda não foi assinada. Revogar acesso é ato manual, decidido por alguém.

O que muda no balcão

  • O CPF deixa de ser obrigatório no cadastro da faixa infantil — criança nascida antes de 2017 pode simplesmente não ter, e o que identifica ela é o vínculo com o responsável.
  • O bloco do responsável continua aparecendo pra todo menor de 18, com o nome obrigatório. O e-mail dele, que era só contato, agora é o que dá acesso ao app.
  • A ativação passa a ter dois botões na ficha do aluno menor: o do aluno e o do responsável.
  • Venda e cobrança não mudam nada — o plano é vendido pra criança do mesmo jeito, e quem paga continua sendo quem sempre foi.

Aos 18, a visão do responsável termina

No aniversário de 18 anos o dependente sai do consolidado financeiro, dos contratos pendentes e do acesso do responsável — sozinho, sem ninguém precisar desfazer nada. Quem quiser continuar acompanhando o filho adulto usa o vínculo de família, que exige o aceite dele.

Vínculo de família entre adultos

É um conceito à parte, e vale não confundir com responsável: liga dois alunos adultos da mesma família — marido e mulher, mãe e filha maior de idade — pra que um acompanhe o outro.

  • É bilateral e opt-in: o balcão cria o convite, mas ele só vale quando a outra pessoa aceita no app dela.
  • É só leitura. Ninguém passa a agir pelo outro, nem a assinar por ele.
  • Não substitui responsável, e responsável não vira vínculo de família na maioridade — são mecanismos separados de propósito.

Por que exigir o aceite dos dois lados

Porque a alternativa é alguém no balcão ligar a conta de dois adultos sem nenhum dos dois saber. Dado financeiro e frequência de um adulto não são assunto de outro adulto sem que ele concorde — nem dentro da mesma família.