Se a sua academia tem turma infantil, você já esbarrou nisso: uma criança de dez anos não tem e-mail, não tem celular e não pode assinar contrato. Durante um tempo o Fitnos não tinha resposta pra ela — e agora tem, na forma de três faixas etárias e de um acesso próprio pro responsável.
As três faixas
A data de nascimento do aluno decide em qual faixa ele cai, e a faixa decide como ele entra no app. Você configura só a primeira fronteira; as outras duas saem dela.
Faixa infantil — padrão: até 10 anos
Não tem login próprio, não precisa de e-mail e o CPF é opcional no cadastro. Quem instala o app, agenda o horário, acompanha a frequência e assina o contrato é o responsável.
Faixa juvenil — de 11 a 17 anos
Cadastro normal, com login próprio — mas o acesso só é liberado depois que o responsável assina o contrato no app dele. O responsável continua enxergando tudo em paralelo.
Adulto — 18 anos ou mais
O fluxo de sempre, sem nenhuma mudança. Adulto não tem responsável, e ninguém age por ele.
Faixa etária e responsável obrigatório são duas coisas diferentes
A faixa é sua e move a fronteira do acesso ao app. O responsável obrigatório é lei: todo aluno menor de 18 precisa de um cadastrado, independente de onde você colocou as faixas. Um aluno de 17 tem login próprio e tem responsável — as duas coisas ao mesmo tempo.
Mexer na fronteira
O único campo editável é a idade máxima da faixa infantil. Baixando pra 8, crianças de 9 e 10 passam a ter login próprio; subindo pra 12, elas deixam de ter.
O teto de 12 anos não é escolha nossa
A LGPD separa criança de adolescente aos 12, e abaixo disso o tratamento de dado exige consentimento específico e destacado do responsável. Por isso o campo não aceita mais que 12 — e a trava está no banco, não só na tela.
O limite de 17 não é configurável
A maioridade é definida por lei, não por academia. É por isso que só a primeira fronteira tem campo.
Mudar a config não recolhe acesso que já foi dado
Subir a faixa infantil de 10 pra 12 não desliga a conta do aluno de 11 que já está usando o app. A regra é deliberada: a faixa vale pra cadastro novo e pra liberação nova, e acesso concedido só sai por ato manual. Tirar o app da mão de um adolescente sem ninguém decidir isso seria pior que o problema que a config resolve.
Como o responsável entra
O responsável não é mais uma ficha de papel no cadastro do aluno: ele tem acesso próprio, com login dele. Na ficha do aluno menor existe um botão separado do de ativar o aplicativo — o de ativar o acesso do responsável, que gera um código próprio.
Ele instala o app, toca em "Ativar acesso do responsável" na tela de entrada e informa o código. Daí em diante usa o app normal, com um seletor pra escolher de qual dependente está cuidando.
Pai que também treina não vira duas contas
Se o responsável já é aluno da casa, é a mesma conta nos dois papéis — ele alterna entre o próprio treino e o do filho sem sair e entrar de novo. Não existe cadastro duplicado nem segundo e-mail.
A assinatura por procuração
Menor de 16 é absolutamente incapaz: o aceite dele num contrato não vale. Por isso o contrato de quem é menor aparece pro responsável assinar, em nome do dependente — e fica registrado que foi ele quem assinou.
É essa assinatura que libera o app do adolescente
Enquanto o responsável não assinar, o painel recusa gerar o código de ativação do aluno da faixa juvenil, com essa mensagem na tela. A ordem é: ativar o responsável, ele assina, e só então o aluno ganha o código dele. Na faixa infantil o código nem existe — não há login pra ativar.
Renovação não tira o acesso do menor
O contrato continua sendo reassinado a cada venda, por proteção jurídica da academia. Mas isso nunca funciona como catraca: o adolescente que já teve o acesso liberado não é bloqueado porque a renovação ainda não foi assinada. Revogar acesso é ato manual, decidido por alguém.
O que muda no balcão
- O CPF deixa de ser obrigatório no cadastro da faixa infantil — criança nascida antes de 2017 pode simplesmente não ter, e o que identifica ela é o vínculo com o responsável.
- O bloco do responsável continua aparecendo pra todo menor de 18, com o nome obrigatório. O e-mail dele, que era só contato, agora é o que dá acesso ao app.
- A ativação passa a ter dois botões na ficha do aluno menor: o do aluno e o do responsável.
- Venda e cobrança não mudam nada — o plano é vendido pra criança do mesmo jeito, e quem paga continua sendo quem sempre foi.
Aos 18, a visão do responsável termina
No aniversário de 18 anos o dependente sai do consolidado financeiro, dos contratos pendentes e do acesso do responsável — sozinho, sem ninguém precisar desfazer nada. Quem quiser continuar acompanhando o filho adulto usa o vínculo de família, que exige o aceite dele.
Vínculo de família entre adultos
É um conceito à parte, e vale não confundir com responsável: liga dois alunos adultos da mesma família — marido e mulher, mãe e filha maior de idade — pra que um acompanhe o outro.
- É bilateral e opt-in: o balcão cria o convite, mas ele só vale quando a outra pessoa aceita no app dela.
- É só leitura. Ninguém passa a agir pelo outro, nem a assinar por ele.
- Não substitui responsável, e responsável não vira vínculo de família na maioridade — são mecanismos separados de propósito.
Por que exigir o aceite dos dois lados
Porque a alternativa é alguém no balcão ligar a conta de dois adultos sem nenhum dos dois saber. Dado financeiro e frequência de um adulto não são assunto de outro adulto sem que ele concorde — nem dentro da mesma família.