A ficha que você monta aqui é a mesma que o aluno abre no celular pra treinar, com cronômetro de descanso e registro de carga. Não é um documento pra imprimir — é a tela em que ele vai passar a próxima hora.
Passo 1 — Pra quem e com qual estrutura
A primeira tela é curta e faz duas perguntas que economizam muito tempo depois.
Para um aluno ou modelo?
Ficha de aluno é individual. Modelo é uma ficha sem dono, que serve de ponto de partida pra outras — vale criar um por perfil recorrente da sua academia.
Estrutura inicial
Pode ser um preset — Em branco, Full Body, AB, ABC, ABCD, ABCDE ou Push / Pull / Legs — ou uma cópia de um modelo que você já tem.
Modelos são o que tornam isso rápido
Montar do zero para cada aluno é o caminho lento. Três ou quatro modelos bem feitos — iniciante, hipertrofia, emagrecimento, reabilitado — cobrem a maioria dos casos, e o ajuste individual vira dez minutos em vez de uma hora.
Passo 2 — Dados da ficha
Só o título é obrigatório. O resto ajuda quem vai ler a ficha depois — inclusive você, daqui a três meses:
- Objetivo — hipertrofia, emagrecimento, condicionamento.
- Modalidade.
- Frequência — o combinado de quantas vezes por semana.
- Início e revisão prevista.
- Observações da ficha — cuidados específicos deste treino.
Preencha a revisão prevista
É a data que faz a ficha aparecer sinalizada como vencida na lista. Sem ela, ninguém é avisado de nada e o aluno passa oito meses no mesmo treino — que é a forma mais silenciosa de perder aluno de musculação.
Olhe as restrições de saúde antes de montar
Quando o aluno tem anotação de saúde, ela aparece no topo do construtor. Existe pra ser lida antes de você escolher os exercícios, não depois de o aluno reclamar do ombro.
Passo 3 — Os treinos
A estrutura é livre: quantos treinos você quiser, com o rótulo e o nome que fizerem sentido. "A — Peito e tríceps" e "Push" funcionam igual.
Cada treino tem, além dos exercícios:
- Aquecimento e alongamento / volta à calma, em texto livre.
- Duração estimada em minutos.
- Dificuldade.
Os treinos podem ser reordenados, duplicados e removidos pelos botões da própria linha. Duplicar é o atalho pra montar um ABC em que B e C só mudam alguns exercícios.
Passo 4 — Cada exercício
A linha do exercício tem campos que se comportam de formas diferentes:
Exercício
Buscado na biblioteca. Se não existir, dá pra criar ali mesmo, sem sair da ficha.
Séries
O número de séries.
Repetições
Aceita faixa — de 8 a 12 — ou valor único, preenchendo só o primeiro campo. Marcando "até a falha", os dois campos são desativados.
Carga
Texto livre: serve pra 40kg, pro peso do corpo e pra "elástico médio".
Descanso
Minutos e segundos separados. É o que alimenta o cronômetro no app do aluno.
Observação
A dica técnica daquele exercício — "cotovelo colado", "não travar o joelho".
Descanso é o campo mais esquecido e o mais usado
Sem ele o cronômetro do treino assistido não tem o que contar, e o aluno volta a olhar o relógio no meio da série. É o campo que mais muda a experiência de quem treina sozinho.
Quem registra a carga
Por padrão, quem lança carga e repetições de cada série é o aluno, pelo app, durante o treino. Cada ficha tem um interruptor que muda isso: ligado, professor e gestor passam a poder lançar em nome do aluno naquela ficha.
Vale ligar quando você acompanha o aluno presencialmente e quer aferir a carga você mesmo — avaliação, aluno iniciante, personal. Pra base geral, deixe desligado: o registro feito por quem executou é mais fiel.
Depois de publicada
A ficha ativa aparece no app do aluno na hora. Quando você monta uma nova pro mesmo aluno, arquive a anterior — o histórico continua guardado e ele deixa de ver duas fichas ao mesmo tempo, que é a confusão mais comum aqui.
Recepção não mexe nisso
Fichas e exercícios são do professor e do gestor. Quem é só recepcionista nem vê esses menus — então não adianta pedir pro balcão "soltar a ficha" enquanto você não terminou.